É engraçado como às vezes uma simples frase dita, em não mais do que três segundos, consegue destruir quase tudo que levou tempos para ser construído. A gente se apaixona e começa a fantasiar - como serão nossos filhos, a cozinha da nossa casa, nossa cama “king size”, o bebê esticando os bracinhos e chamando: Mamãe!, ele te chamando em um dia de semana qualquer pra jantar fora (como naqueles filmes de comédia romântica).
Ah, se existisse esse homem que a gente procura. Eu já cheguei a pensar que tivesse um do meu lado, mas me enganei. Óbvio, tava vivendo o lúdico.
Mas o que me conforta é que dessa vez - pelo menos dessa vez - eu não fui a “bruxa má” da história, não fui eu quem estragou tudo, minha consciência está leve.
Eu pensei esses dias: Caralho, é muito difícil achar alguém que a gente ama de verdade!
Mas mais difícil que isso, é amar uma pessoa difícil. Esforço dobrado! E a gente nem sabe se vale a pena. Na maioria das vezes nem existe retorno, reciprocidade… e aí, é a hora de puxar a balança e ver pra que lado pende mais. Se pender mais pro lado dolorido, é porque não vale a pena. O amor-próprio em primeiríssimo lugar!
Acho que é menos trabalhoso uma pessoa que vc não ama muito, como quase sempre foi na minha vida. Na hora em que você quiser, vira as costas e vai embora… arruma outro ou fica sozinha ou então não arruma ninguém e arruma todos!
Eu já tive namorado lindo de morrer, feio de doer, rico, mais velho, mais novo, aprendiz de bandido, parceiro, egoísta, altruísta, galinha, fidelíssimo, delicado demais e grosso demais.
Nesses últimos 10 min que parei e pensei antes de escrever esse blá blá blá todo, pensei que nenhum foi melhor ou pior que o outro. Sabe qual foi a diferença entre eles? os defeitos ou as qualidades… sei lá, mas de alguma forma vc tem q se adaptar às diferenças, e viver o que tiver que viver com essa pessoa, até o momento em que valha a pena. Se achar que não vale mais, vai embora, sem dor.
Interprete friamente como uma página virada. Isso sempre funcionou comigo. Tentei agir diferente em algum momento mas não funciona, só funciona assim mesmo. Pelo menos comigo. Quis relaxar e me entregar, como naqueles poemas cretinos que falam de amor, e me fodi!
Interpretem isso como um desabafo tolo, de quem tem a mais plena consciência de que essa ladainha toda não vai contribuir em porra nenhuma para mudar o indivíduo ao qual o texto foi destinado.
Enquanto isso, a gente vai reconstruindo o “castelo”, na expectativa de que ele se matenha firme e não desmorone antes do fim.




